NAS, SAN e DAS. Entenda a diferença entre os tipos de armazenamento de rede (Parte 1)

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NAS, SAN e DAS. Entenda a diferença entre os tipos de armazenamento de rede (Parte 1)

Agora que você já sabe como um grupo de HDs pode ser conectado para formar uma unidade lógica de armazenamento (RAID), é hora de entender as opções que as empresas possuem para fazer a gestão do armazenamento de dados.

 

Significa dizer: como os dados serão transportados para o RAID (ou qualquer outro dispositivo de armazenamento) e como serão enviados de volta para o cliente quando forem solicitados.

 

O cliente, nesse caso, pode ser um computador pessoal, um celular, uma aplicação, enfim, qualquer equipamento ou sistema que demande informações armazenadas nos discos rígidos.

 

Bom, existem 3 formas básicas de realizar o armazenamento em rede: NAS, SAN e DAS. Antes de explicar o que cada uma delas significa, assim como suas vantagens e desvantagens, é preciso entender como os sistemas de armazenamento podem ser divididos.

 

 

ARMAZENAMENTO DE ARQUIVOS, BLOCOS E OBJETOS

 

Em sistemas de armazenamento baseados em blocos, os dados são escritos em um disco rígido em uma sequência de bits ou bytes de um tamanho pré-determinado. São, portanto, divididos em blocos e, por isso, a terminologia empregada.

 

Os baseados em arquivos, guardam o conteúdo completo de um arquivo. Por exemplo: um DOC, uma apresentação em Power Point, fotos, vídeos, etc. Enfim, não os fragmenta em bits, mantendo-os íntegros dentro do HD.

 

O objeto por sua vez, contém, além do arquivo propriamente dito (foto, vídeo, documento…), os metadados (data de criação, tamanho, tipo de câmera utilizada…) e um nome dado a ele que é utilizado para referenciá-lo e localizá-lo quando preciso.

 

Os sistemas de storage baseados em objeto são normalmente utilizados por serviços de armazenamento em nuvem, tema que será abordado em breve aqui no blog.

 

De acordo com cada um desses modelos de armazenamento, o sistema operacional do servidor possui uma forma específica de se conectar ao disco rígido para ler os dados ali armazenados. Essa conexão pode ocorrer de formas distintas:

  • Protocolo Fibre Channel
  • SCSI e iSCSI
  • SAS
  • ATA e SATA

 

Essas são algumas nomenclaturas que serão utilizadas no detalhamento das arquiteturas de armazenamento de dados a seguir.

 

 

Direct Attached Storage (DAS)

 

Até certo ponto, essa é a versão mais simples em um sistema de armazenamento baseado em blocos. Refere-se a dispositivos de armazenamento externos ligados diretamente ao servidor.

 

Isso faz com que os storages só sejam acessados a partir dos servidores diretamente ligados a ele. Exemplo: gavetas de HD ligadas a portas SATA.

 

Um storage têm portas de conexão – que ligam um número limitado de servidores ou processadores (hosts) – controladores de disco e redundância. “Na prática, pode ser um storage com 2 controladores e 4 portas. Uma perna (porta)  do servidor liga numa controladora do storage e a outra perna (porta) em outra controladora, funcionando como caminhos redundantes. Se um falhar, existe outro”, detalha o Gerente de Operações da LB2, Victor Machado.

A grande vantagem, nesse caso, é que se a demanda da empresa e o número de servidores disponível forem atendidos por um único storage, elimina-se a necessidade de investimento em rede. “Não é preciso ter um switch ou equipamento fazendo o meio de campo entre o storage e o servidor”, explica Victor.

 

Porém, quando o número de servidores é alto, o DAS deixa de ser vantajoso. Isso porque, além de exigir novas unidades de armazenamento, ainda requer conexão de rede.

 

No próximo post, vamos detalhar as arquiteturas NAS e SAN.

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